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 Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias

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Alma Colorada



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Ter Nov 22, 2011 4:53 pm

Eu acho que o Rancho foi mto feliz na tematica, so tb fiquei confusa como seriam avaliados na harmonia. acho que tb foi estranho o contexto e a regionalidade defendida.

durante os paineis da nova comissao, se falou mto em "buscar a identididade" do grupo e o rancho pecou nesse sentido. claro que um grupo poderia explorar uma regionalidade diferente da sua, mas dai tivemos o União Gaucha que apresentou a regionalidade do charqueador.

comparando os dois grupos acho que o União ainda se sobressaiu. pelas indumentarias, por mostrar um charqueado "não rígido" na sala com leveza e elegancia.

como disse o toni comentarista da TV Tradicao.

O uniao mostrou que elegancia nao significa rigidez. ao contrario do rancho que exagerou pra diferenciar os dois trajes.

mesmo assim enart de alto nivel grupos grandiosos no palco.

tanto faz uniao ou rancho em primeiro, os dois foram referencias no festival.

de resto, ninguem chamou tanto minha atencao. mas botaria o Lanceiros de Santa Cruz em terceiro, o ronda em quarto e lalau em quinto.
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micaldas



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Ter Nov 22, 2011 11:03 pm

a comissão estava preparada pra avaliar eles sim... afinal o RS todo ja sabia que eles viriam desse jeito...

vão trabalhar e ter idéias criativas, inovadoras... certos são eles!!!!! PARABÉNS AO RANCHO!!!!!!!!!
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Florzinha dos Pagos



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qua Nov 23, 2011 9:06 am

Fiquei lendo as manifestações e pensei: QUE GENTE INVEJOSA, TUDO COM DOR DE COTOVELO!! O Rancho mereceu sim a sua colocação, fizeram uma belíssima pesquisa, e pra quem tanto critica esse grupo deveria estudar mais o tradicionalismo antes de criticar. Antes de ficarem perdendo tempo falando mal do Rancho vão ensaiar para o ano que vem, quem sabe, conseguirem uma boa classificação. Gente que só fala o mal atrai o mal para si... vão lá fazer o que eles fizeram e depois se manifestem Exclamation E antes que as más línguas falem alguma coisa, eu não danço no Rancho Exclamation
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a pergunta é...



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qua Nov 23, 2011 9:40 am

Acho muito engraçado as reclamações aqui postadas e convido os meus amigos que aqui perdem o seu tempo diariamente a fazer uma analise.
No ano de 2010 o campeão do enart foi o dtg clube juventude, se lermos as postagens sobre o enart 2010 observaremos que muitos se não a maioria descorda do resultado,
no ano de 2011 não está sendo diferente muitos se não a maioria ainda descorda do resultado. e ainda falam mal da comissao avaliadora como no ano passado tambem falavam.

a pergunta é? a comissão nunca é justa certo?
sempre é comprada, sempre rouba.. sendo que em 2010 a comissao era uma, 2011 temos outra.
o clube juventude nao mereceu, o rancho da saudade nao mereceu...
refrescando a memoria de todos o rancho da saudade nao ganhou o enart em 2010 mas que eu me lembre ganhou outros rodeios apos o enart e com a comissao anterior a essa
tenho plena certeza de que os que aqui postam nao estao entre os 5 vencedores, penso que esses estao entre os melhores por que sao grupos grandes e realmente superiores aos outros por isso estao onde estao
os que aqui se encontra reclamando ano apos ano nao passam de invejosos e recalcados
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Boiguaçu



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qua Nov 23, 2011 12:17 pm

O FATO É: RANCHO DA SAUDADE GANHA O ENART COM UM ERRO INDIVIDUAL GROTESCO E NINGUÉM DA COMISSÃO VIU...APENAS AS MILHARES DE PESSOAS QUE NO GINÁSIO ESTAVAM, ALÉM DO ERRO INDIVIDUAL A CARA DE PAVOR DA PESSOA QUE ERROU ...MAIS UM DESCONTINHO NA INTERPRETAÇÃO QUE ALEM DE FORCADA FICOU PREJUDICADA COM O ERRO.
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Tainha



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qua Nov 23, 2011 2:29 pm

Bom dia a todos admiradores da dança gaúcha!

Inicialmente, gostaria de informar que não me identificarei no comentário, porque este espaço normalmente é utilizado para denegrir a imagem de grupos e pessoas ou promover interesses pessoais, ao passo que o meu objetivo é simplesmente estabelecer um debate democrático sobre os temas discutidos.
Em razão disso, fica aberto o e-mail por mim utilizado para cadastro no fórum para que pessoas, com interesse em expor ideias, entrem em contato, oportunidade em que não terei problemas em me identificar e ouvir a opinião contrária.

Ainda, esclareço que participo, hoje apenas como torcedor, de um grupo finalista do ENART 2011, e nunca tive simpatia demasiada pelo CTG Rancho da Saudade (objeto do meu comentário), o que não retira a imparcialidade da minha visão em relação a dança como um todo.

Também, digo que no ano de 2012 tentarei apresentar o embasamento teórico de minhas idéias relativas à parte técnica da dança para a comissão avaliadora, o que demandará um trabalho mais aprofundado, razão pela qual o comentário, por ora, vai sem referências bibliográficas.

Feitos os esclarecimentos que acredito necessários para o bom andamento do debate, coloco a minha opinião sobre a proposta temática e técnica do CTG Rancho da Saudade.

Inicialmente, destaco que no meu entender o grupo de danças do CTG Rancho da Saudade sequer deveria ter dançado a final do ENART 2011.

Sei o trabalho que os integrantes dessa entidade tiveram para elaborar o tema por eles escolhidos, correndo atrás de figuras importantes dentro do tradicionalismo gaúcho e até de historiadores renomados. Ocorre que, ao meu ver, falharam em um aspecto: não buscaram a veracidade dessas informações junto ao acervo bibliográfico existente no Estado do Rio Grande do Sul, bem como a uma pesquisa in loco nas charqueadas existentes, principalmente, no sul do Estado.
Imperioso esclarecer que, nesse caso, não me cabe provar o equívoco da proposta do CTG Rancho da Saudade, mas apenas demonstrar os pontos em que há contradições.

Como se sabe, o ônus da prova é o momento subsequente ao ônus de alegação. Em linha de princípio, o fato alegado pelo CTG Rancho da Saudade (Charqueadores e Tropeiros em um mesmo baile) deve ser comprovado por ele, sob pena de ser dado como errado e irrelevante para a história.

Dito isto, passo a discorrer sobre as controvérsias existentes no tema do CTG Rancho da Saudade.

A co-existência entre Charqueadores e Tropeiros no mesmo período histórico é patente (como referem os depoimentos do vídeo postado pelo referido CTG), mas a convivência em um baile se torna um tanto duvidosa frente aos relatos ouvidos e lidos por mim em grandes museus de história gaúcha.

Em visita à Charqueada São João, localizada na cidade de Pelotas, e construída entre os anos de 1807 e 1810, descobri que a guia turística foi cozinheira de sua última moradora por mais de 30 anos. Esta última moradora, ao que me recordo, faleceu no ano de 2005, com mais de 100 anos de idade. Seguindo, nessa visita me deparei com inúmeras curiosidades, como por exemplo, a residência possuía jardim interno para que os moradores não tivessem contato com os trabalhadores externos, bem como esconderijo, caso houvesse uma rebelião dos escravos.

Me foi contado que a residência, à época do charque, não era utilizada pelos proprietários durante o ano, mas sim para veraneio, não tendo, inclusive, salão para a realização de baile ou sarau. A casa, como dito acima, possui somente um jardim interno, isso para que os proprietários tivessem o menor contato possível com os escravos e trabalhadores que circundavam a residência durante o dia inteiro.

Outro ponto controvertido é que, em minha pesquisa, só encontrei a informação de que tropeiros e escravos eram tidos como pessoas marginalizadas e, por isso, não tinham muito contato com as pessoas da cidade e, sequer, com os homens mais poderosos. De fato, o Charqueador tinha uma relação muito próxima com um agenciador de tropeiros, mas este, normalmente, homem de posses e com grande influência na localidade.

Mas o que mais chama atenção nesse caso, é que os tropeiros que chegavam na Charqueada para entregar ou buscar gado, ao fazerem suas refeições, eram colocados em um refeitório por onde a comida lhes era repassada por uma janela minúscula, com o objetivo de que não tivessem contato com os escravos que trabalhavam no interior da residência. Então, imagina se teriam contato com os proprietários e até mesmo com a filha do Charqueador.

Em outra visita, nesta mesma cidade, tive o prazer de conhecer o museu da Baronesa, cuja propriedade era de um homem conhecido como O Barão dos Três Cerros. Essa residência, à época de sua construção, foi bastante criticada, porque fora construída pelo Barão entre o centro da cidade, onde ficavam localizadas as casas de moradia dos Charqueadores, e as Charqueadas, à beira de um arroio da cidade.

Ao ler as cartas do museu e ouvir os relatos dos guias se percebe o motivo daquela construção.

Em verdade, ela foi construída neste local porque por um solar localizado na parte superior da residência o Barão conseguia avistar o corredor das tropas e a sua charqueada, sendo que dali ele observava toda a movimentação dos escravos, tropeiros e demais serviçais, sem, contudo, manter um relacionamento muito próximo.

Nesse toar, visitei, ainda, outro museu na zona sul do Estado. O Museu Carlos Barbosa, na cidade de Jaguarão, sendo que ele não era Charqueador e viveu quase na decadência do charque. Porém, ao entrar no museu encontra-se uma residência demasiadamente moderna para a época. Toda essa modernidade, dizem os guias, se dava porque Carlos Barbosa era tido como um homem avançado ao seu tempo e gostava de dar conforto para sua esposa e filhas, das quais uma faleceu nos anos 70.

Então, percebe-se que Carlos Barbosa não era um homem antiquado e retrógrado, mas sim um admirador da civilização européia. Todavia, sua residência tinha jardim interno totalmente protegido aos olhos dos transeuntes. Dizem os guias que era para proteger suas filhas do assédio das pessoas de classes menos favorecidas que transitavam ao redor da casa.

Estabeleço esses contrapontos, para que pensemos se a pesquisa do CTG Rancho da Saudade é séria e coerente ou surgiu de suposições.

Para mim, fato posto e não comprovado deve ser tido como inverídico e, nesse sentido, o CTG Rancho da Saudade deveria ter sido desclassificado no sábado ou sua classificação ficado condicionada à comprovação da proposta por meio de pesquisa bibliográfica e não vídeo.

Por fim, passo a expor a minha idéia quanto a harmonia do grupo de danças acima referido.

Inicio dizendo que o CTG Rancho da Saudade foi um grupo harmônico, e digo mais, em sua perfeição, ao contrário do que outras pessoas vem dizendo. Justifico.

A harmonia – do grego “harmos”, que significa juntar - na arte da dança, ao meu ver e segundo minha pesquisa, diz respeito ao encadeamento dos sons musicais com a expressão corporal. Assim, a harmonia se articula entre movimento e música, e não entre movimentos.

O quesito harmonia, então, consiste na busca da linguagem corporal de cada peão ou prenda e a expansão musical, em vez de uma limitação estética específica.
Essa limitação estética específica podemos chamar de sincronia. A sincronia é o ato de combinar ações ou exercícios para o mesmo tempo. Então, movimentos iguais entre dançarinos caracteriza-se como sincronia, e não harmonia.

Para elucidar essas teorias trago um exemplo que ocorre todos os anos no ENART. A dança de integração! Quando todos os grupos se reúnem ao final do concurso e dançam o pezinho, por exemplo, percebe-se claramente que estão uns diferentes dos outros. Pode-se dizer que se aqueles dançarinos fossem de um grupo só a nota no quesito harmonia seria 0, porém eles estão harmônicos, pois seus movimentos encaixam perfeitamente com a música. O que eles não estão é sincrônicos.
E é aí que o CTG Rancho da Saudade demonstrou sua “Inteligência”: o estudo da dança, e principalmente de seus conceitos. Mas de outro lado, a comissão avaliadora demonstrou um leve despreparo para a análise do quesito. Por que digo isso?

O CTG Rancho da Saudade colocou dançarinos executando movimentos no mesmo tempo musical, embora um diferente do outro, e em sua plenitude no que diz respeito a expressão corporal, e teve analisada a sua harmonia. Correto!?

O problema ocorre no julgamento dos membros da comissão avaliadora. Ao passo que o CTG Rancho da Saudade foi avaliado em harmonia, os outros 40 grupos foram avaliados em sincronia. Exemplo: se o CTG Guaipeca da Querência Lá de Fora colocou dois dançarinos lado a lado e eles fizeram movimentos diferentes ao mesmo tempo musical, - um gingou mais que outro em um passeio - levou desconto no quesito harmonia, mesmo ambos movimentos estando encaixados com a música dançada, ou seja, nesse grupo foi analisada a sincronia e não a harmonia.

Ocorrendo isso, ficou demonstrado “dois pesos e duas medidas” no ENART 2011, e não por culpa do CTG Rancho da Saudade ou da comissão avaliadora.

O CTG beneficiou-se de sua perspicácia ao analisar a dança em sua essência, não havendo qualquer atitude antiética ou amoral nisso. E a comissão avaliadora se deparou com um fato novo, para o qual não estava tão bem preparada.

Aqui, deixo claro que não busco denegrir a comissão avaliadora, pois com a proposta por ela elaborada, vi o festival renascer, com uma competitividade muito maior, mas os equívocos devem ser apontados para que não se repitam em um futuro, até porque os grupos estão cada vez mais se especializando na arte da dança, e a comissão não pode ficar para trás.

Fica assim, o aprendizado para o ENART 2012. Que os grupos que estudam e enriquecem o festival não sejam apedrejados pelo desconhecimento da avaliação, e que a avaliação busque corrigir seus erros, de preferência com todo o apoio do MTG, com o custeio de cursos, palestras e, quem sabe, até com auxilio financeiro para os avaliadores se prepararem devidamente para julgar o trabalho de um ano inteiro.

Deixo aberto o espaço para todo e qualquer dançarino, admirador das danças tradicionais gaúchas e até mesmo membro da comissão avaliadora para fazer o contraponto da ideia, afinal essa é apenas uma opinião - por óbvio, baseada em pesquisa -, mas não quer dizer que seja a mais correta.
Espero que seja um debate amigável e que busque o aprimoramento dos grupos que frequentam o festival e das danças tradicionais gaúchas.

Um grande abraço a todos!
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Boiguaçu



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qua Nov 23, 2011 2:56 pm

Muito bem amigo ou amiga Tainha.....

Concordo plenamente no que diz a respeito a avaliação do quesito harmonia, pois quando fiquei sabendo da proposta do CTG Rancho da Saudade pensei o mesmo... além disso acredito que a comissão também pensou dessa forma como você descreveu como foi avaliado o Rancho e os demais...mas abraçarm a bronca e mataram no peito.


bounce


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Espora de Ouro



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qua Nov 23, 2011 7:25 pm

Tainha escreveu:
Bom dia a todos admiradores da dança gaúcha!

Inicialmente, gostaria de informar que não me identificarei no comentário, porque este espaço normalmente é utilizado para denegrir a imagem de grupos e pessoas ou promover interesses pessoais, ao passo que o meu objetivo é simplesmente estabelecer um debate democrático sobre os temas discutidos.
Em razão disso, fica aberto o e-mail por mim utilizado para cadastro no fórum para que pessoas, com interesse em expor ideias, entrem em contato, oportunidade em que não terei problemas em me identificar e ouvir a opinião contrária.

Ainda, esclareço que participo, hoje apenas como torcedor, de um grupo finalista do ENART 2011, e nunca tive simpatia demasiada pelo CTG Rancho da Saudade (objeto do meu comentário), o que não retira a imparcialidade da minha visão em relação a dança como um todo.

Também, digo que no ano de 2012 tentarei apresentar o embasamento teórico de minhas idéias relativas à parte técnica da dança para a comissão avaliadora, o que demandará um trabalho mais aprofundado, razão pela qual o comentário, por ora, vai sem referências bibliográficas.

Feitos os esclarecimentos que acredito necessários para o bom andamento do debate, coloco a minha opinião sobre a proposta temática e técnica do CTG Rancho da Saudade.

Inicialmente, destaco que no meu entender o grupo de danças do CTG Rancho da Saudade sequer deveria ter dançado a final do ENART 2011.

Sei o trabalho que os integrantes dessa entidade tiveram para elaborar o tema por eles escolhidos, correndo atrás de figuras importantes dentro do tradicionalismo gaúcho e até de historiadores renomados. Ocorre que, ao meu ver, falharam em um aspecto: não buscaram a veracidade dessas informações junto ao acervo bibliográfico existente no Estado do Rio Grande do Sul, bem como a uma pesquisa in loco nas charqueadas existentes, principalmente, no sul do Estado.
Imperioso esclarecer que, nesse caso, não me cabe provar o equívoco da proposta do CTG Rancho da Saudade, mas apenas demonstrar os pontos em que há contradições.

Como se sabe, o ônus da prova é o momento subsequente ao ônus de alegação. Em linha de princípio, o fato alegado pelo CTG Rancho da Saudade (Charqueadores e Tropeiros em um mesmo baile) deve ser comprovado por ele, sob pena de ser dado como errado e irrelevante para a história.

Dito isto, passo a discorrer sobre as controvérsias existentes no tema do CTG Rancho da Saudade.

A co-existência entre Charqueadores e Tropeiros no mesmo período histórico é patente (como referem os depoimentos do vídeo postado pelo referido CTG), mas a convivência em um baile se torna um tanto duvidosa frente aos relatos ouvidos e lidos por mim em grandes museus de história gaúcha.

Em visita à Charqueada São João, localizada na cidade de Pelotas, e construída entre os anos de 1807 e 1810, descobri que a guia turística foi cozinheira de sua última moradora por mais de 30 anos. Esta última moradora, ao que me recordo, faleceu no ano de 2005, com mais de 100 anos de idade. Seguindo, nessa visita me deparei com inúmeras curiosidades, como por exemplo, a residência possuía jardim interno para que os moradores não tivessem contato com os trabalhadores externos, bem como esconderijo, caso houvesse uma rebelião dos escravos.

Me foi contado que a residência, à época do charque, não era utilizada pelos proprietários durante o ano, mas sim para veraneio, não tendo, inclusive, salão para a realização de baile ou sarau. A casa, como dito acima, possui somente um jardim interno, isso para que os proprietários tivessem o menor contato possível com os escravos e trabalhadores que circundavam a residência durante o dia inteiro.

Outro ponto controvertido é que, em minha pesquisa, só encontrei a informação de que tropeiros e escravos eram tidos como pessoas marginalizadas e, por isso, não tinham muito contato com as pessoas da cidade e, sequer, com os homens mais poderosos. De fato, o Charqueador tinha uma relação muito próxima com um agenciador de tropeiros, mas este, normalmente, homem de posses e com grande influência na localidade.

Mas o que mais chama atenção nesse caso, é que os tropeiros que chegavam na Charqueada para entregar ou buscar gado, ao fazerem suas refeições, eram colocados em um refeitório por onde a comida lhes era repassada por uma janela minúscula, com o objetivo de que não tivessem contato com os escravos que trabalhavam no interior da residência. Então, imagina se teriam contato com os proprietários e até mesmo com a filha do Charqueador.

Em outra visita, nesta mesma cidade, tive o prazer de conhecer o museu da Baronesa, cuja propriedade era de um homem conhecido como O Barão dos Três Cerros. Essa residência, à época de sua construção, foi bastante criticada, porque fora construída pelo Barão entre o centro da cidade, onde ficavam localizadas as casas de moradia dos Charqueadores, e as Charqueadas, à beira de um arroio da cidade.

Ao ler as cartas do museu e ouvir os relatos dos guias se percebe o motivo daquela construção.

Em verdade, ela foi construída neste local porque por um solar localizado na parte superior da residência o Barão conseguia avistar o corredor das tropas e a sua charqueada, sendo que dali ele observava toda a movimentação dos escravos, tropeiros e demais serviçais, sem, contudo, manter um relacionamento muito próximo.

Nesse toar, visitei, ainda, outro museu na zona sul do Estado. O Museu Carlos Barbosa, na cidade de Jaguarão, sendo que ele não era Charqueador e viveu quase na decadência do charque. Porém, ao entrar no museu encontra-se uma residência demasiadamente moderna para a época. Toda essa modernidade, dizem os guias, se dava porque Carlos Barbosa era tido como um homem avançado ao seu tempo e gostava de dar conforto para sua esposa e filhas, das quais uma faleceu nos anos 70.

Então, percebe-se que Carlos Barbosa não era um homem antiquado e retrógrado, mas sim um admirador da civilização européia. Todavia, sua residência tinha jardim interno totalmente protegido aos olhos dos transeuntes. Dizem os guias que era para proteger suas filhas do assédio das pessoas de classes menos favorecidas que transitavam ao redor da casa.

Estabeleço esses contrapontos, para que pensemos se a pesquisa do CTG Rancho da Saudade é séria e coerente ou surgiu de suposições.

Para mim, fato posto e não comprovado deve ser tido como inverídico e, nesse sentido, o CTG Rancho da Saudade deveria ter sido desclassificado no sábado ou sua classificação ficado condicionada à comprovação da proposta por meio de pesquisa bibliográfica e não vídeo.

Por fim, passo a expor a minha idéia quanto a harmonia do grupo de danças acima referido.

Inicio dizendo que o CTG Rancho da Saudade foi um grupo harmônico, e digo mais, em sua perfeição, ao contrário do que outras pessoas vem dizendo. Justifico.

A harmonia – do grego “harmos”, que significa juntar - na arte da dança, ao meu ver e segundo minha pesquisa, diz respeito ao encadeamento dos sons musicais com a expressão corporal. Assim, a harmonia se articula entre movimento e música, e não entre movimentos.

O quesito harmonia, então, consiste na busca da linguagem corporal de cada peão ou prenda e a expansão musical, em vez de uma limitação estética específica.
Essa limitação estética específica podemos chamar de sincronia. A sincronia é o ato de combinar ações ou exercícios para o mesmo tempo. Então, movimentos iguais entre dançarinos caracteriza-se como sincronia, e não harmonia.

Para elucidar essas teorias trago um exemplo que ocorre todos os anos no ENART. A dança de integração! Quando todos os grupos se reúnem ao final do concurso e dançam o pezinho, por exemplo, percebe-se claramente que estão uns diferentes dos outros. Pode-se dizer que se aqueles dançarinos fossem de um grupo só a nota no quesito harmonia seria 0, porém eles estão harmônicos, pois seus movimentos encaixam perfeitamente com a música. O que eles não estão é sincrônicos.
E é aí que o CTG Rancho da Saudade demonstrou sua “Inteligência”: o estudo da dança, e principalmente de seus conceitos. Mas de outro lado, a comissão avaliadora demonstrou um leve despreparo para a análise do quesito. Por que digo isso?

O CTG Rancho da Saudade colocou dançarinos executando movimentos no mesmo tempo musical, embora um diferente do outro, e em sua plenitude no que diz respeito a expressão corporal, e teve analisada a sua harmonia. Correto!?

O problema ocorre no julgamento dos membros da comissão avaliadora. Ao passo que o CTG Rancho da Saudade foi avaliado em harmonia, os outros 40 grupos foram avaliados em sincronia. Exemplo: se o CTG Guaipeca da Querência Lá de Fora colocou dois dançarinos lado a lado e eles fizeram movimentos diferentes ao mesmo tempo musical, - um gingou mais que outro em um passeio - levou desconto no quesito harmonia, mesmo ambos movimentos estando encaixados com a música dançada, ou seja, nesse grupo foi analisada a sincronia e não a harmonia.

Ocorrendo isso, ficou demonstrado “dois pesos e duas medidas” no ENART 2011, e não por culpa do CTG Rancho da Saudade ou da comissão avaliadora.

O CTG beneficiou-se de sua perspicácia ao analisar a dança em sua essência, não havendo qualquer atitude antiética ou amoral nisso. E a comissão avaliadora se deparou com um fato novo, para o qual não estava tão bem preparada.

Aqui, deixo claro que não busco denegrir a comissão avaliadora, pois com a proposta por ela elaborada, vi o festival renascer, com uma competitividade muito maior, mas os equívocos devem ser apontados para que não se repitam em um futuro, até porque os grupos estão cada vez mais se especializando na arte da dança, e a comissão não pode ficar para trás.

Fica assim, o aprendizado para o ENART 2012. Que os grupos que estudam e enriquecem o festival não sejam apedrejados pelo desconhecimento da avaliação, e que a avaliação busque corrigir seus erros, de preferência com todo o apoio do MTG, com o custeio de cursos, palestras e, quem sabe, até com auxilio financeiro para os avaliadores se prepararem devidamente para julgar o trabalho de um ano inteiro.

Deixo aberto o espaço para todo e qualquer dançarino, admirador das danças tradicionais gaúchas e até mesmo membro da comissão avaliadora para fazer o contraponto da ideia, afinal essa é apenas uma opinião - por óbvio, baseada em pesquisa -, mas não quer dizer que seja a mais correta.
Espero que seja um debate amigável e que busque o aprimoramento dos grupos que frequentam o festival e das danças tradicionais gaúchas.

Um grande abraço a todos!

PERFEITA ANALISE!!! MAS NÃO ADIANTA O ENART JA TINHA O SEU CAMPEÃO ESCOLHIDO DESDO RODEIO DE OSÓRIO!!!

FICO COM PENA DO PESSOAL DO UNIÃO GAUCHA QUE APRESENTOU UM TRABALHO LEGITIMO DE UM CAMPEÃO ESTADUAL, E DE OUTROS GRUPOS QUE MERECIAM ESTAR ENTRE OS CINCO!!!

MINHA OPINIÃO!!! FUI!
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é_bem_assim



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MensagemAssunto: ........   Qua Nov 23, 2011 7:54 pm

pois meus amigos mas infelismente hoje o enart ta cada vez mais profissional, mas a moral quem pagar mais leva o titulo

isto esta escancarado so nao ve quem nao quer.....

isto e a mais pura verdade....
abraço meus amigos......
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tropeiro dos pampas



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MensagemAssunto: podiamos comentar um pouco sobre os 20 do domingo?   Qua Nov 23, 2011 8:23 pm

axo qeu ja deu de falar do rancho!
vamos comentar um pouco sobre os 20 grupos do domingo! sobre suas propostas, colocaçoes, grupos que evoluiram, grupos que regrediram!!!!
segue o baile! afro lol! afro lol! afro lol!
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El Douradon



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qua Nov 23, 2011 10:15 pm

Depois de 3 dias do tal do ENART 2011, resolvi vir aqui nesse " fórum", que por muitos é criticado como o Galpão da fofoca, mas por TODOS é lido!
Então primeiramente, gostaria de PARABENIZAR ao "MEU" campeão do ENART que sem dúvidas foi a UNIÃO GAÚCHA J.S.L.N ... galera, QUE BELO TRABALHO!
-Tema, Contexto (COERÊNCIA NA HISTORIOGRAFIA COM ENFOQUE NO REGIONALISMO), Pichas divinas, tanto peões como prendas, uma elegância que pouco tem a sensibilidade para alcançar, dançar maravilhosas!
E NÃO, eu não sou da UG!!
Agora quero também parabenizar outros grupos;
Parabéns CPF Piá do Sul pelo belíssimo trabalho, bela pesquisa, temática, indumentária, dançaram muito.
Parabéns CTG Tiarayú , belas coreografias, boa dança!
Parabéns ao Aldeia dos Anjos... sim vocês mais uma vez deram um show, regionalismo bem trabalhado na proposta e nas coreografias, e a pesquisa para a pilcha corretíssima! Inovando sempre! e as danças nem preciso comentar, QUE BELA CHIMARRITA!
Parabéns também ao CTG Lalau Miranda, Lanceiros de Santa Cruz e Campo dos Bugres, bonita proposta, bela pesquisa, e linda apresentação!!

Dito os elogios que gostaria de dar, queria dizer, que a ideia se realmente foi do Rancho da Saudade e não "uma cópia" do CTG Charrua do Paraná, é um ideia interessante, bonita aos olhos de quem vê... mas dói muito ver que de "fidelidade" histórica não tem nada, olha que isso nem a Nova história Cultural engoliria... é brincar com fatos e pisar na historiografia, e esquecer da verdadeira história do Rio Grande do Sul... mas quem SOU EU PRA FALAR ISSO? NINGUÉM!

A proposta foi aceita, o embasamento teórico foi convincente para o que se diz historiador M.S, e este aceitou! Tudo bem...
Mas agora, ficar quieto perante a forma que este grupo foi avaliado e me deparar com as médias de harmonia deste é complicado, pra não dizer revoltante!

Sim, o Rancho dança muito, baita grupo, se viesse com outra proposta seria difícil tira-lo dos 5, bem como ano passado foram vice e foi mais que merecido!
Agora meus amigos, não quero por a culpa em cima do CTG Rancho da Saudade, pois eles criaram a proposta e foram aprovados.... a questão maior é das pessoas que estão a frente... onde está a coerência? onde está o respeito?

Mas 2012 lá estarei de novo, pois AMO dançar, e o que me move não são resultados...por que se fosse depois desse ENART eu me aposentava!
Alguns me chamaram de recalcado, outros concordarão comigo, mas isso é apenas um desabafo!
SUCESSO Á TODOS!
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Gaúcha de verdade



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qua Nov 23, 2011 10:57 pm

Concordo com o amigo tropeiro dos pampas.
Tanta discussão por causa do Rancho...
Não temos o que fazer a não ser esperar que todos os erros desse ano não se repitam no ano que vem..
Onde está o tradicionalismo..
Vamos comentar dos outros grupos
Rancho da Saudade já é o campeão do Enart 2011
Não tem mais o que fazer
Quem está contra a proposta deles está dando mais ibope ainda
Porque não mudam o assunto
Pessoal, dançaram tbm outros 40 grupos
Gostaria de ver as opiniões sobre os outros tbm
Sobre o Rancho já vi eles dançar e já vi a opinião de muitos, assim como tenho a minha mas não vou me expressar para não continuar com essa discussão..
Bom, gostei muito das coreografias do ivi maraé, carreteiros do sul, velha carreta,união gaúcha e do aldeia dos anjos
Em matéria de dança nem vou comentar,pois não entendi o critério usado pela comissão para avaliar esse enart
Mas parabéns a todos pelas belas apresentações
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Ernesto Alves



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qua Nov 23, 2011 11:38 pm

Tainha escreveu:
Bom dia a todos admiradores da dança gaúcha!

Inicialmente, gostaria de informar que não me identificarei no comentário, porque este espaço normalmente é utilizado para denegrir a imagem de grupos e pessoas ou promover interesses pessoais, ao passo que o meu objetivo é simplesmente estabelecer um debate democrático sobre os temas discutidos.
Em razão disso, fica aberto o e-mail por mim utilizado para cadastro no fórum para que pessoas, com interesse em expor ideias, entrem em contato, oportunidade em que não terei problemas em me identificar e ouvir a opinião contrária.

Ainda, esclareço que participo, hoje apenas como torcedor, de um grupo finalista do ENART 2011, e nunca tive simpatia demasiada pelo CTG Rancho da Saudade (objeto do meu comentário), o que não retira a imparcialidade da minha visão em relação a dança como um todo.

Também, digo que no ano de 2012 tentarei apresentar o embasamento teórico de minhas idéias relativas à parte técnica da dança para a comissão avaliadora, o que demandará um trabalho mais aprofundado, razão pela qual o comentário, por ora, vai sem referências bibliográficas.

Feitos os esclarecimentos que acredito necessários para o bom andamento do debate, coloco a minha opinião sobre a proposta temática e técnica do CTG Rancho da Saudade.

Inicialmente, destaco que no meu entender o grupo de danças do CTG Rancho da Saudade sequer deveria ter dançado a final do ENART 2011.

Sei o trabalho que os integrantes dessa entidade tiveram para elaborar o tema por eles escolhidos, correndo atrás de figuras importantes dentro do tradicionalismo gaúcho e até de historiadores renomados. Ocorre que, ao meu ver, falharam em um aspecto: não buscaram a veracidade dessas informações junto ao acervo bibliográfico existente no Estado do Rio Grande do Sul, bem como a uma pesquisa in loco nas charqueadas existentes, principalmente, no sul do Estado.
Imperioso esclarecer que, nesse caso, não me cabe provar o equívoco da proposta do CTG Rancho da Saudade, mas apenas demonstrar os pontos em que há contradições.

Como se sabe, o ônus da prova é o momento subsequente ao ônus de alegação. Em linha de princípio, o fato alegado pelo CTG Rancho da Saudade (Charqueadores e Tropeiros em um mesmo baile) deve ser comprovado por ele, sob pena de ser dado como errado e irrelevante para a história.

Dito isto, passo a discorrer sobre as controvérsias existentes no tema do CTG Rancho da Saudade.

A co-existência entre Charqueadores e Tropeiros no mesmo período histórico é patente (como referem os depoimentos do vídeo postado pelo referido CTG), mas a convivência em um baile se torna um tanto duvidosa frente aos relatos ouvidos e lidos por mim em grandes museus de história gaúcha.

Em visita à Charqueada São João, localizada na cidade de Pelotas, e construída entre os anos de 1807 e 1810, descobri que a guia turística foi cozinheira de sua última moradora por mais de 30 anos. Esta última moradora, ao que me recordo, faleceu no ano de 2005, com mais de 100 anos de idade. Seguindo, nessa visita me deparei com inúmeras curiosidades, como por exemplo, a residência possuía jardim interno para que os moradores não tivessem contato com os trabalhadores externos, bem como esconderijo, caso houvesse uma rebelião dos escravos.

Me foi contado que a residência, à época do charque, não era utilizada pelos proprietários durante o ano, mas sim para veraneio, não tendo, inclusive, salão para a realização de baile ou sarau. A casa, como dito acima, possui somente um jardim interno, isso para que os proprietários tivessem o menor contato possível com os escravos e trabalhadores que circundavam a residência durante o dia inteiro.

Outro ponto controvertido é que, em minha pesquisa, só encontrei a informação de que tropeiros e escravos eram tidos como pessoas marginalizadas e, por isso, não tinham muito contato com as pessoas da cidade e, sequer, com os homens mais poderosos. De fato, o Charqueador tinha uma relação muito próxima com um agenciador de tropeiros, mas este, normalmente, homem de posses e com grande influência na localidade.

Mas o que mais chama atenção nesse caso, é que os tropeiros que chegavam na Charqueada para entregar ou buscar gado, ao fazerem suas refeições, eram colocados em um refeitório por onde a comida lhes era repassada por uma janela minúscula, com o objetivo de que não tivessem contato com os escravos que trabalhavam no interior da residência. Então, imagina se teriam contato com os proprietários e até mesmo com a filha do Charqueador.

Em outra visita, nesta mesma cidade, tive o prazer de conhecer o museu da Baronesa, cuja propriedade era de um homem conhecido como O Barão dos Três Cerros. Essa residência, à época de sua construção, foi bastante criticada, porque fora construída pelo Barão entre o centro da cidade, onde ficavam localizadas as casas de moradia dos Charqueadores, e as Charqueadas, à beira de um arroio da cidade.

Ao ler as cartas do museu e ouvir os relatos dos guias se percebe o motivo daquela construção.

Em verdade, ela foi construída neste local porque por um solar localizado na parte superior da residência o Barão conseguia avistar o corredor das tropas e a sua charqueada, sendo que dali ele observava toda a movimentação dos escravos, tropeiros e demais serviçais, sem, contudo, manter um relacionamento muito próximo.

Nesse toar, visitei, ainda, outro museu na zona sul do Estado. O Museu Carlos Barbosa, na cidade de Jaguarão, sendo que ele não era Charqueador e viveu quase na decadência do charque. Porém, ao entrar no museu encontra-se uma residência demasiadamente moderna para a época. Toda essa modernidade, dizem os guias, se dava porque Carlos Barbosa era tido como um homem avançado ao seu tempo e gostava de dar conforto para sua esposa e filhas, das quais uma faleceu nos anos 70.

Então, percebe-se que Carlos Barbosa não era um homem antiquado e retrógrado, mas sim um admirador da civilização européia. Todavia, sua residência tinha jardim interno totalmente protegido aos olhos dos transeuntes. Dizem os guias que era para proteger suas filhas do assédio das pessoas de classes menos favorecidas que transitavam ao redor da casa.

Estabeleço esses contrapontos, para que pensemos se a pesquisa do CTG Rancho da Saudade é séria e coerente ou surgiu de suposições.

Para mim, fato posto e não comprovado deve ser tido como inverídico e, nesse sentido, o CTG Rancho da Saudade deveria ter sido desclassificado no sábado ou sua classificação ficado condicionada à comprovação da proposta por meio de pesquisa bibliográfica e não vídeo.

Por fim, passo a expor a minha idéia quanto a harmonia do grupo de danças acima referido.

Inicio dizendo que o CTG Rancho da Saudade foi um grupo harmônico, e digo mais, em sua perfeição, ao contrário do que outras pessoas vem dizendo. Justifico.

A harmonia – do grego “harmos”, que significa juntar - na arte da dança, ao meu ver e segundo minha pesquisa, diz respeito ao encadeamento dos sons musicais com a expressão corporal. Assim, a harmonia se articula entre movimento e música, e não entre movimentos.

O quesito harmonia, então, consiste na busca da linguagem corporal de cada peão ou prenda e a expansão musical, em vez de uma limitação estética específica.
Essa limitação estética específica podemos chamar de sincronia. A sincronia é o ato de combinar ações ou exercícios para o mesmo tempo. Então, movimentos iguais entre dançarinos caracteriza-se como sincronia, e não harmonia.

Para elucidar essas teorias trago um exemplo que ocorre todos os anos no ENART. A dança de integração! Quando todos os grupos se reúnem ao final do concurso e dançam o pezinho, por exemplo, percebe-se claramente que estão uns diferentes dos outros. Pode-se dizer que se aqueles dançarinos fossem de um grupo só a nota no quesito harmonia seria 0, porém eles estão harmônicos, pois seus movimentos encaixam perfeitamente com a música. O que eles não estão é sincrônicos.
E é aí que o CTG Rancho da Saudade demonstrou sua “Inteligência”: o estudo da dança, e principalmente de seus conceitos. Mas de outro lado, a comissão avaliadora demonstrou um leve despreparo para a análise do quesito. Por que digo isso?

O CTG Rancho da Saudade colocou dançarinos executando movimentos no mesmo tempo musical, embora um diferente do outro, e em sua plenitude no que diz respeito a expressão corporal, e teve analisada a sua harmonia. Correto!?

O problema ocorre no julgamento dos membros da comissão avaliadora. Ao passo que o CTG Rancho da Saudade foi avaliado em harmonia, os outros 40 grupos foram avaliados em sincronia. Exemplo: se o CTG Guaipeca da Querência Lá de Fora colocou dois dançarinos lado a lado e eles fizeram movimentos diferentes ao mesmo tempo musical, - um gingou mais que outro em um passeio - levou desconto no quesito harmonia, mesmo ambos movimentos estando encaixados com a música dançada, ou seja, nesse grupo foi analisada a sincronia e não a harmonia.

Ocorrendo isso, ficou demonstrado “dois pesos e duas medidas” no ENART 2011, e não por culpa do CTG Rancho da Saudade ou da comissão avaliadora.

O CTG beneficiou-se de sua perspicácia ao analisar a dança em sua essência, não havendo qualquer atitude antiética ou amoral nisso. E a comissão avaliadora se deparou com um fato novo, para o qual não estava tão bem preparada.

Aqui, deixo claro que não busco denegrir a comissão avaliadora, pois com a proposta por ela elaborada, vi o festival renascer, com uma competitividade muito maior, mas os equívocos devem ser apontados para que não se repitam em um futuro, até porque os grupos estão cada vez mais se especializando na arte da dança, e a comissão não pode ficar para trás.

Fica assim, o aprendizado para o ENART 2012. Que os grupos que estudam e enriquecem o festival não sejam apedrejados pelo desconhecimento da avaliação, e que a avaliação busque corrigir seus erros, de preferência com todo o apoio do MTG, com o custeio de cursos, palestras e, quem sabe, até com auxilio financeiro para os avaliadores se prepararem devidamente para julgar o trabalho de um ano inteiro.

Deixo aberto o espaço para todo e qualquer dançarino, admirador das danças tradicionais gaúchas e até mesmo membro da comissão avaliadora para fazer o contraponto da ideia, afinal essa é apenas uma opinião - por óbvio, baseada em pesquisa -, mas não quer dizer que seja a mais correta.
Espero que seja um debate amigável e que busque o aprimoramento dos grupos que frequentam o festival e das danças tradicionais gaúchas.

Um grande abraço a todos!

Com certeza o melhor texto que eu já li aqui no fórum. Embasado e com argumentos. Com certeza o que tu colocaste aqui é um contraponto interessante à pesquisa proposta pelo CTG Rancho da Saudade. Seria muito bom se tu pudesse argumentar diretamente com eles sobre. Claro que agora isso não vai mudar o resultado, mas seria interessante para o conhecimento histórico de todos nós.

Sobre a questão das danças, também concordo. Ninguém mais soube explicar tão bem o que foi apresentado e avaliado. Concordo contigo, que não houve má fé. Assim como eu também acho que não houve em 2010, em 2009, 2008, etc..., nem acho que houve despreparo, houve sim uma surpresa muito grande com algo novo, inesperado. Acredito que só caberiam duas situações possíveis para o Rancho: Ou ganhariam (o que aconteceu) ou ficariam em último. No entendimento da comissão, foi para ganhar.

Sinceramente, espero que no próximo ano outro grupo traga ao Enart outro tema tão polêmico, que nos instigue a pesquisar e a discutir, e que faça crescer o festival, assim como o Rancho fez esse ano. Na minha opinião, são justamente essas discussões que fazem crescer a história do Rio Grande.

Como eu disse, é a minha opinião.
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POSTEIROVEIOXIRU



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qui Nov 24, 2011 8:08 am

Espora de Ouro escreveu:
Tainha escreveu:
Bom dia a todos admiradores da dança gaúcha!

Inicialmente, gostaria de informar que não me identificarei no comentário, porque este espaço normalmente é utilizado para denegrir a imagem de grupos e pessoas ou promover interesses pessoais, ao passo que o meu objetivo é simplesmente estabelecer um debate democrático sobre os temas discutidos.
Em razão disso, fica aberto o e-mail por mim utilizado para cadastro no fórum para que pessoas, com interesse em expor ideias, entrem em contato, oportunidade em que não terei problemas em me identificar e ouvir a opinião contrária.

Ainda, esclareço que participo, hoje apenas como torcedor, de um grupo finalista do ENART 2011, e nunca tive simpatia demasiada pelo CTG Rancho da Saudade (objeto do meu comentário), o que não retira a imparcialidade da minha visão em relação a dança como um todo.

Também, digo que no ano de 2012 tentarei apresentar o embasamento teórico de minhas idéias relativas à parte técnica da dança para a comissão avaliadora, o que demandará um trabalho mais aprofundado, razão pela qual o comentário, por ora, vai sem referências bibliográficas.

Feitos os esclarecimentos que acredito necessários para o bom andamento do debate, coloco a minha opinião sobre a proposta temática e técnica do CTG Rancho da Saudade.

Inicialmente, destaco que no meu entender o grupo de danças do CTG Rancho da Saudade sequer deveria ter dançado a final do ENART 2011.

Sei o trabalho que os integrantes dessa entidade tiveram para elaborar o tema por eles escolhidos, correndo atrás de figuras importantes dentro do tradicionalismo gaúcho e até de historiadores renomados. Ocorre que, ao meu ver, falharam em um aspecto: não buscaram a veracidade dessas informações junto ao acervo bibliográfico existente no Estado do Rio Grande do Sul, bem como a uma pesquisa in loco nas charqueadas existentes, principalmente, no sul do Estado.
Imperioso esclarecer que, nesse caso, não me cabe provar o equívoco da proposta do CTG Rancho da Saudade, mas apenas demonstrar os pontos em que há contradições.

Como se sabe, o ônus da prova é o momento subsequente ao ônus de alegação. Em linha de princípio, o fato alegado pelo CTG Rancho da Saudade (Charqueadores e Tropeiros em um mesmo baile) deve ser comprovado por ele, sob pena de ser dado como errado e irrelevante para a história.

Dito isto, passo a discorrer sobre as controvérsias existentes no tema do CTG Rancho da Saudade.

A co-existência entre Charqueadores e Tropeiros no mesmo período histórico é patente (como referem os depoimentos do vídeo postado pelo referido CTG), mas a convivência em um baile se torna um tanto duvidosa frente aos relatos ouvidos e lidos por mim em grandes museus de história gaúcha.

Em visita à Charqueada São João, localizada na cidade de Pelotas, e construída entre os anos de 1807 e 1810, descobri que a guia turística foi cozinheira de sua última moradora por mais de 30 anos. Esta última moradora, ao que me recordo, faleceu no ano de 2005, com mais de 100 anos de idade. Seguindo, nessa visita me deparei com inúmeras curiosidades, como por exemplo, a residência possuía jardim interno para que os moradores não tivessem contato com os trabalhadores externos, bem como esconderijo, caso houvesse uma rebelião dos escravos.

Me foi contado que a residência, à época do charque, não era utilizada pelos proprietários durante o ano, mas sim para veraneio, não tendo, inclusive, salão para a realização de baile ou sarau. A casa, como dito acima, possui somente um jardim interno, isso para que os proprietários tivessem o menor contato possível com os escravos e trabalhadores que circundavam a residência durante o dia inteiro.

Outro ponto controvertido é que, em minha pesquisa, só encontrei a informação de que tropeiros e escravos eram tidos como pessoas marginalizadas e, por isso, não tinham muito contato com as pessoas da cidade e, sequer, com os homens mais poderosos. De fato, o Charqueador tinha uma relação muito próxima com um agenciador de tropeiros, mas este, normalmente, homem de posses e com grande influência na localidade.

Mas o que mais chama atenção nesse caso, é que os tropeiros que chegavam na Charqueada para entregar ou buscar gado, ao fazerem suas refeições, eram colocados em um refeitório por onde a comida lhes era repassada por uma janela minúscula, com o objetivo de que não tivessem contato com os escravos que trabalhavam no interior da residência. Então, imagina se teriam contato com os proprietários e até mesmo com a filha do Charqueador.

Em outra visita, nesta mesma cidade, tive o prazer de conhecer o museu da Baronesa, cuja propriedade era de um homem conhecido como O Barão dos Três Cerros. Essa residência, à época de sua construção, foi bastante criticada, porque fora construída pelo Barão entre o centro da cidade, onde ficavam localizadas as casas de moradia dos Charqueadores, e as Charqueadas, à beira de um arroio da cidade.

Ao ler as cartas do museu e ouvir os relatos dos guias se percebe o motivo daquela construção.

Em verdade, ela foi construída neste local porque por um solar localizado na parte superior da residência o Barão conseguia avistar o corredor das tropas e a sua charqueada, sendo que dali ele observava toda a movimentação dos escravos, tropeiros e demais serviçais, sem, contudo, manter um relacionamento muito próximo.

Nesse toar, visitei, ainda, outro museu na zona sul do Estado. O Museu Carlos Barbosa, na cidade de Jaguarão, sendo que ele não era Charqueador e viveu quase na decadência do charque. Porém, ao entrar no museu encontra-se uma residência demasiadamente moderna para a época. Toda essa modernidade, dizem os guias, se dava porque Carlos Barbosa era tido como um homem avançado ao seu tempo e gostava de dar conforto para sua esposa e filhas, das quais uma faleceu nos anos 70.

Então, percebe-se que Carlos Barbosa não era um homem antiquado e retrógrado, mas sim um admirador da civilização européia. Todavia, sua residência tinha jardim interno totalmente protegido aos olhos dos transeuntes. Dizem os guias que era para proteger suas filhas do assédio das pessoas de classes menos favorecidas que transitavam ao redor da casa.

Estabeleço esses contrapontos, para que pensemos se a pesquisa do CTG Rancho da Saudade é séria e coerente ou surgiu de suposições.

Para mim, fato posto e não comprovado deve ser tido como inverídico e, nesse sentido, o CTG Rancho da Saudade deveria ter sido desclassificado no sábado ou sua classificação ficado condicionada à comprovação da proposta por meio de pesquisa bibliográfica e não vídeo.

Por fim, passo a expor a minha idéia quanto a harmonia do grupo de danças acima referido.

Inicio dizendo que o CTG Rancho da Saudade foi um grupo harmônico, e digo mais, em sua perfeição, ao contrário do que outras pessoas vem dizendo. Justifico.

A harmonia – do grego “harmos”, que significa juntar - na arte da dança, ao meu ver e segundo minha pesquisa, diz respeito ao encadeamento dos sons musicais com a expressão corporal. Assim, a harmonia se articula entre movimento e música, e não entre movimentos.

O quesito harmonia, então, consiste na busca da linguagem corporal de cada peão ou prenda e a expansão musical, em vez de uma limitação estética específica.
Essa limitação estética específica podemos chamar de sincronia. A sincronia é o ato de combinar ações ou exercícios para o mesmo tempo. Então, movimentos iguais entre dançarinos caracteriza-se como sincronia, e não harmonia.

Para elucidar essas teorias trago um exemplo que ocorre todos os anos no ENART. A dança de integração! Quando todos os grupos se reúnem ao final do concurso e dançam o pezinho, por exemplo, percebe-se claramente que estão uns diferentes dos outros. Pode-se dizer que se aqueles dançarinos fossem de um grupo só a nota no quesito harmonia seria 0, porém eles estão harmônicos, pois seus movimentos encaixam perfeitamente com a música. O que eles não estão é sincrônicos.
E é aí que o CTG Rancho da Saudade demonstrou sua “Inteligência”: o estudo da dança, e principalmente de seus conceitos. Mas de outro lado, a comissão avaliadora demonstrou um leve despreparo para a análise do quesito. Por que digo isso?

O CTG Rancho da Saudade colocou dançarinos executando movimentos no mesmo tempo musical, embora um diferente do outro, e em sua plenitude no que diz respeito a expressão corporal, e teve analisada a sua harmonia. Correto!?

O problema ocorre no julgamento dos membros da comissão avaliadora. Ao passo que o CTG Rancho da Saudade foi avaliado em harmonia, os outros 40 grupos foram avaliados em sincronia. Exemplo: se o CTG Guaipeca da Querência Lá de Fora colocou dois dançarinos lado a lado e eles fizeram movimentos diferentes ao mesmo tempo musical, - um gingou mais que outro em um passeio - levou desconto no quesito harmonia, mesmo ambos movimentos estando encaixados com a música dançada, ou seja, nesse grupo foi analisada a sincronia e não a harmonia.

Ocorrendo isso, ficou demonstrado “dois pesos e duas medidas” no ENART 2011, e não por culpa do CTG Rancho da Saudade ou da comissão avaliadora.

O CTG beneficiou-se de sua perspicácia ao analisar a dança em sua essência, não havendo qualquer atitude antiética ou amoral nisso. E a comissão avaliadora se deparou com um fato novo, para o qual não estava tão bem preparada.

Aqui, deixo claro que não busco denegrir a comissão avaliadora, pois com a proposta por ela elaborada, vi o festival renascer, com uma competitividade muito maior, mas os equívocos devem ser apontados para que não se repitam em um futuro, até porque os grupos estão cada vez mais se especializando na arte da dança, e a comissão não pode ficar para trás.

Fica assim, o aprendizado para o ENART 2012. Que os grupos que estudam e enriquecem o festival não sejam apedrejados pelo desconhecimento da avaliação, e que a avaliação busque corrigir seus erros, de preferência com todo o apoio do MTG, com o custeio de cursos, palestras e, quem sabe, até com auxilio financeiro para os avaliadores se prepararem devidamente para julgar o trabalho de um ano inteiro.

Deixo aberto o espaço para todo e qualquer dançarino, admirador das danças tradicionais gaúchas e até mesmo membro da comissão avaliadora para fazer o contraponto da ideia, afinal essa é apenas uma opinião - por óbvio, baseada em pesquisa -, mas não quer dizer que seja a mais correta.
Espero que seja um debate amigável e que busque o aprimoramento dos grupos que frequentam o festival e das danças tradicionais gaúchas.

Um grande abraço a todos!

PERFEITA ANALISE!!! MAS NÃO ADIANTA O ENART JA TINHA O SEU CAMPEÃO ESCOLHIDO DESDO RODEIO DE OSÓRIO!!!

FICO COM PENA DO PESSOAL DO UNIÃO GAUCHA QUE APRESENTOU UM TRABALHO LEGITIMO DE UM CAMPEÃO ESTADUAL, E DE OUTROS GRUPOS QUE MERECIAM ESTAR ENTRE OS CINCO!!!

MINHA OPINIÃO!!! FUI!

Buenas gauchada amiga....

Tb concordo com essa colocação....ja tava tudo marcado.
Tb acho que o União Gaucha deveria ganhar (pela razão) e tb acho que o Tiarayu deveria ganhar (pelo coração).
Mas ta bom...segue o baile e vamos nos preparar melhor ainda pra 2012.
Só que tem uma coisa: "Os guris cagados da juvenil do Tiara", como disseram aqui...matou a pau e e o 3º melhor do Enart....enquanto que tem "bom" ai que nem se classificou...rsrsrsrsrsr
Segue o mate gauchada queen
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edipo



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qui Nov 24, 2011 8:17 am

acho engraçado tudo isso...
pelo que se percebe todo mundo tá com dor de cotovelo porque apostaram no Aldeia, e não deu muito certo...
ontem li um comentário, qual se colocava contra o Rancho fazendo menção que o ENART foi ganho por eles, porque apostaram no "inovação"... affraid confesso que cai na gargalhada, principalmente por o comentário provir de um gravataiense...
gostaria de lembrar, que se o principal quesito a ser observado nesse ENART fosse inovação, Aldeia não teria como não estar com a primeira colocação... foram eles que vieram com saia a meia canela, sem falar na sapatilha diferenciada, a qual era amarrada na perna...
bueno, além disso... acredito, antes de qualquer coisa, que Aldeia não veio pra competir nesse ENART, veio sim, com a vontade de "dimuli" com todo mundo... a prova disso foi a não comemoração do 4º lugar... se tem fundamento... eles vieram nesse ano, com sangue nos olhos... focaram, antes de mais nada no sincronismo-robótico, como se isso fosse capaz de levá-los a primeira colocação, esquecendo então de tudo o que eles mesmo já apresentaram... faltou interpretação... e também, pelo incrível que se pareça, faltou harmonia, é so observar o balaio, que está cheio de furos e a chimarrita, onde os peões das pontas se afastam mais que os do meio da fila...
não sei se o Rancho "merecia" ter ganho o ENART 2010... particularmente, ao observar as apresentação, joguei muitas das minhas fichas no Ronda Charrua, grupo qual, cá pra nós, estava fantástico... e fez, grande parte do público se debulhar todo... mas não foi... e creio, que o Aldeia também não foi o melhor do domingo.. do sábado Rolling Eyes talvés, mas não do domingo...
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maluketemendez



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qui Nov 24, 2011 9:09 am

POSTEIROVEIOXIRU escreveu:
Espora de Ouro escreveu:
Tainha escreveu:
Bom dia a todos admiradores da dança gaúcha!

Inicialmente, gostaria de informar que não me identificarei no comentário, porque este espaço normalmente é utilizado para denegrir a imagem de grupos e pessoas ou promover interesses pessoais, ao passo que o meu objetivo é simplesmente estabelecer um debate democrático sobre os temas discutidos.
Em razão disso, fica aberto o e-mail por mim utilizado para cadastro no fórum para que pessoas, com interesse em expor ideias, entrem em contato, oportunidade em que não terei problemas em me identificar e ouvir a opinião contrária.

Ainda, esclareço que participo, hoje apenas como torcedor, de um grupo finalista do ENART 2011, e nunca tive simpatia demasiada pelo CTG Rancho da Saudade (objeto do meu comentário), o que não retira a imparcialidade da minha visão em relação a dança como um todo.

Também, digo que no ano de 2012 tentarei apresentar o embasamento teórico de minhas idéias relativas à parte técnica da dança para a comissão avaliadora, o que demandará um trabalho mais aprofundado, razão pela qual o comentário, por ora, vai sem referências bibliográficas.

Feitos os esclarecimentos que acredito necessários para o bom andamento do debate, coloco a minha opinião sobre a proposta temática e técnica do CTG Rancho da Saudade.

Inicialmente, destaco que no meu entender o grupo de danças do CTG Rancho da Saudade sequer deveria ter dançado a final do ENART 2011.

Sei o trabalho que os integrantes dessa entidade tiveram para elaborar o tema por eles escolhidos, correndo atrás de figuras importantes dentro do tradicionalismo gaúcho e até de historiadores renomados. Ocorre que, ao meu ver, falharam em um aspecto: não buscaram a veracidade dessas informações junto ao acervo bibliográfico existente no Estado do Rio Grande do Sul, bem como a uma pesquisa in loco nas charqueadas existentes, principalmente, no sul do Estado.
Imperioso esclarecer que, nesse caso, não me cabe provar o equívoco da proposta do CTG Rancho da Saudade, mas apenas demonstrar os pontos em que há contradições.

Como se sabe, o ônus da prova é o momento subsequente ao ônus de alegação. Em linha de princípio, o fato alegado pelo CTG Rancho da Saudade (Charqueadores e Tropeiros em um mesmo baile) deve ser comprovado por ele, sob pena de ser dado como errado e irrelevante para a história.

Dito isto, passo a discorrer sobre as controvérsias existentes no tema do CTG Rancho da Saudade.

A co-existência entre Charqueadores e Tropeiros no mesmo período histórico é patente (como referem os depoimentos do vídeo postado pelo referido CTG), mas a convivência em um baile se torna um tanto duvidosa frente aos relatos ouvidos e lidos por mim em grandes museus de história gaúcha.

Em visita à Charqueada São João, localizada na cidade de Pelotas, e construída entre os anos de 1807 e 1810, descobri que a guia turística foi cozinheira de sua última moradora por mais de 30 anos. Esta última moradora, ao que me recordo, faleceu no ano de 2005, com mais de 100 anos de idade. Seguindo, nessa visita me deparei com inúmeras curiosidades, como por exemplo, a residência possuía jardim interno para que os moradores não tivessem contato com os trabalhadores externos, bem como esconderijo, caso houvesse uma rebelião dos escravos.

Me foi contado que a residência, à época do charque, não era utilizada pelos proprietários durante o ano, mas sim para veraneio, não tendo, inclusive, salão para a realização de baile ou sarau. A casa, como dito acima, possui somente um jardim interno, isso para que os proprietários tivessem o menor contato possível com os escravos e trabalhadores que circundavam a residência durante o dia inteiro.

Outro ponto controvertido é que, em minha pesquisa, só encontrei a informação de que tropeiros e escravos eram tidos como pessoas marginalizadas e, por isso, não tinham muito contato com as pessoas da cidade e, sequer, com os homens mais poderosos. De fato, o Charqueador tinha uma relação muito próxima com um agenciador de tropeiros, mas este, normalmente, homem de posses e com grande influência na localidade.

Mas o que mais chama atenção nesse caso, é que os tropeiros que chegavam na Charqueada para entregar ou buscar gado, ao fazerem suas refeições, eram colocados em um refeitório por onde a comida lhes era repassada por uma janela minúscula, com o objetivo de que não tivessem contato com os escravos que trabalhavam no interior da residência. Então, imagina se teriam contato com os proprietários e até mesmo com a filha do Charqueador.

Em outra visita, nesta mesma cidade, tive o prazer de conhecer o museu da Baronesa, cuja propriedade era de um homem conhecido como O Barão dos Três Cerros. Essa residência, à época de sua construção, foi bastante criticada, porque fora construída pelo Barão entre o centro da cidade, onde ficavam localizadas as casas de moradia dos Charqueadores, e as Charqueadas, à beira de um arroio da cidade.

Ao ler as cartas do museu e ouvir os relatos dos guias se percebe o motivo daquela construção.

Em verdade, ela foi construída neste local porque por um solar localizado na parte superior da residência o Barão conseguia avistar o corredor das tropas e a sua charqueada, sendo que dali ele observava toda a movimentação dos escravos, tropeiros e demais serviçais, sem, contudo, manter um relacionamento muito próximo.

Nesse toar, visitei, ainda, outro museu na zona sul do Estado. O Museu Carlos Barbosa, na cidade de Jaguarão, sendo que ele não era Charqueador e viveu quase na decadência do charque. Porém, ao entrar no museu encontra-se uma residência demasiadamente moderna para a época. Toda essa modernidade, dizem os guias, se dava porque Carlos Barbosa era tido como um homem avançado ao seu tempo e gostava de dar conforto para sua esposa e filhas, das quais uma faleceu nos anos 70.

Então, percebe-se que Carlos Barbosa não era um homem antiquado e retrógrado, mas sim um admirador da civilização européia. Todavia, sua residência tinha jardim interno totalmente protegido aos olhos dos transeuntes. Dizem os guias que era para proteger suas filhas do assédio das pessoas de classes menos favorecidas que transitavam ao redor da casa.

Estabeleço esses contrapontos, para que pensemos se a pesquisa do CTG Rancho da Saudade é séria e coerente ou surgiu de suposições.

Para mim, fato posto e não comprovado deve ser tido como inverídico e, nesse sentido, o CTG Rancho da Saudade deveria ter sido desclassificado no sábado ou sua classificação ficado condicionada à comprovação da proposta por meio de pesquisa bibliográfica e não vídeo.

Por fim, passo a expor a minha idéia quanto a harmonia do grupo de danças acima referido.

Inicio dizendo que o CTG Rancho da Saudade foi um grupo harmônico, e digo mais, em sua perfeição, ao contrário do que outras pessoas vem dizendo. Justifico.

A harmonia – do grego “harmos”, que significa juntar - na arte da dança, ao meu ver e segundo minha pesquisa, diz respeito ao encadeamento dos sons musicais com a expressão corporal. Assim, a harmonia se articula entre movimento e música, e não entre movimentos.

O quesito harmonia, então, consiste na busca da linguagem corporal de cada peão ou prenda e a expansão musical, em vez de uma limitação estética específica.
Essa limitação estética específica podemos chamar de sincronia. A sincronia é o ato de combinar ações ou exercícios para o mesmo tempo. Então, movimentos iguais entre dançarinos caracteriza-se como sincronia, e não harmonia.

Para elucidar essas teorias trago um exemplo que ocorre todos os anos no ENART. A dança de integração! Quando todos os grupos se reúnem ao final do concurso e dançam o pezinho, por exemplo, percebe-se claramente que estão uns diferentes dos outros. Pode-se dizer que se aqueles dançarinos fossem de um grupo só a nota no quesito harmonia seria 0, porém eles estão harmônicos, pois seus movimentos encaixam perfeitamente com a música. O que eles não estão é sincrônicos.
E é aí que o CTG Rancho da Saudade demonstrou sua “Inteligência”: o estudo da dança, e principalmente de seus conceitos. Mas de outro lado, a comissão avaliadora demonstrou um leve despreparo para a análise do quesito. Por que digo isso?

O CTG Rancho da Saudade colocou dançarinos executando movimentos no mesmo tempo musical, embora um diferente do outro, e em sua plenitude no que diz respeito a expressão corporal, e teve analisada a sua harmonia. Correto!?

O problema ocorre no julgamento dos membros da comissão avaliadora. Ao passo que o CTG Rancho da Saudade foi avaliado em harmonia, os outros 40 grupos foram avaliados em sincronia. Exemplo: se o CTG Guaipeca da Querência Lá de Fora colocou dois dançarinos lado a lado e eles fizeram movimentos diferentes ao mesmo tempo musical, - um gingou mais que outro em um passeio - levou desconto no quesito harmonia, mesmo ambos movimentos estando encaixados com a música dançada, ou seja, nesse grupo foi analisada a sincronia e não a harmonia.

Ocorrendo isso, ficou demonstrado “dois pesos e duas medidas” no ENART 2011, e não por culpa do CTG Rancho da Saudade ou da comissão avaliadora.

O CTG beneficiou-se de sua perspicácia ao analisar a dança em sua essência, não havendo qualquer atitude antiética ou amoral nisso. E a comissão avaliadora se deparou com um fato novo, para o qual não estava tão bem preparada.

Aqui, deixo claro que não busco denegrir a comissão avaliadora, pois com a proposta por ela elaborada, vi o festival renascer, com uma competitividade muito maior, mas os equívocos devem ser apontados para que não se repitam em um futuro, até porque os grupos estão cada vez mais se especializando na arte da dança, e a comissão não pode ficar para trás.

Fica assim, o aprendizado para o ENART 2012. Que os grupos que estudam e enriquecem o festival não sejam apedrejados pelo desconhecimento da avaliação, e que a avaliação busque corrigir seus erros, de preferência com todo o apoio do MTG, com o custeio de cursos, palestras e, quem sabe, até com auxilio financeiro para os avaliadores se prepararem devidamente para julgar o trabalho de um ano inteiro.

Deixo aberto o espaço para todo e qualquer dançarino, admirador das danças tradicionais gaúchas e até mesmo membro da comissão avaliadora para fazer o contraponto da ideia, afinal essa é apenas uma opinião - por óbvio, baseada em pesquisa -, mas não quer dizer que seja a mais correta.
Espero que seja um debate amigável e que busque o aprimoramento dos grupos que frequentam o festival e das danças tradicionais gaúchas.

Um grande abraço a todos!

PERFEITA ANALISE!!! MAS NÃO ADIANTA O ENART JA TINHA O SEU CAMPEÃO ESCOLHIDO DESDO RODEIO DE OSÓRIO!!!

FICO COM PENA DO PESSOAL DO UNIÃO GAUCHA QUE APRESENTOU UM TRABALHO LEGITIMO DE UM CAMPEÃO ESTADUAL, E DE OUTROS GRUPOS QUE MERECIAM ESTAR ENTRE OS CINCO!!!

MINHA OPINIÃO!!! FUI!

Buenas gauchada amiga....

Tb concordo com essa colocação....ja tava tudo marcado.
Tb acho que o União Gaucha deveria ganhar (pela razão) e tb acho que o Tiarayu deveria ganhar (pelo coração).
Mas ta bom...segue o baile e vamos nos preparar melhor ainda pra 2012.
Só que tem uma coisa: "Os guris cagados da juvenil do Tiara", como disseram aqui...matou a pau e e o 3º melhor do Enart....enquanto que tem "bom" ai que nem se classificou...rsrsrsrsrsr
Segue o mate gauchada queen




SE TIVESSEM TE ACEITADO NO RANCHO, TU NÃO TERIA ESSE TEXTO PATÉTICO.....TO PRA DIZER QUE TU TA QUE NEM O TÚLIO MARAVILHA QUE BUSCA O MILÉSIMO GOL...E TU...O MILÉSIMO CTG A DANÇAR...PQ TODOS QUE TU ENTRA, TU QUEBRA ELES OU É EXPULSO OU NÃO É ACEITO...

PARA FALAR DOS OUTROS, TEM QUE NO MÍNIMO A FICHA LIMPA E A TUA É PODRE!!!!


PRONTOFALEIEFODA-SE"""
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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qui Nov 24, 2011 12:27 pm

litoral gaucho escreveu:
GENTE, SÉRIO PRIMEIRO......

Aquilo que foi representado nao existiu a proposta, ta, foi inovadora, independente de alguém ja ter feito, mas gnt nao existiuuuuuu, isso é diferente sabe é um erro, foi a vontade deles de representar isso e tentar achar um jeito de convencer, mas gnt isso nunca existiu.....se valeu, ou nao, para o mtg, ai nao sei.....vai que lá numa estancia muuuuuito distante de todos e de tudo isso tenha ocorrido blz, mas duvido que só eles teriam acesso a essa informaçao

Segundo sei que todos ja comentaram isso mas......e a HARMONIA DE CONJUNTO?? TÁ OK GRUPOS TBM FAZEM ISSO EM SAPATEIOS EM GIROS E TAL. MAS GNT SAO VARIANTES DA DANÇA...... totalmente diferente de dois grupos extremos na sala..... desculpa mas por mais fã e admirador do grupo nao dá galera é revoltante, nao é ser recalcado..... e voces que puxam o saco tudo bem vc`s sabem bem la no fundo sabem que eles estão equivocados mas preferem fechar os olhos e tocerpro grupo que tem mais chances de ser o campeao e depois sai rdizendo: viu eu sabi que seriam eles, só poderiam ser eles, nao tinham ngm pra bate eles.......voces acham que isso é entender de dança, acertar o campeao do enart, a ocrda arrbenta sempre do lado mais fraco e seeeempre é bom poder estar do lado que nao arrebenta...... é totalmente compreensível é do instinto do ser humano.


AVISO: preparem-se para os próximos dias......agora eles acham que podem mudar o mundo e que eles são a referencia....cabe a nós respeita-los, como campeos que foram, mas passou, zerou tudo, irao colher muitos frutos ainda.....mas nao sou a favor de que o mundo é dos espertos.....quero acreditar que o mundo é de todos......

Abrç. falo sem mágoas, apenas minha opiniao....




PARABÉNS RANCHO, PARABÉNS UG (fiquei muuuito feliz com eles), e parabéns tiarayu, e a todos meu respeito e meu agradecimento a voces que desenvolveram ótimos trabalhos tooodos grupos sem excessoes, e mostraram a cultura do verdadeiro RS

fico mt feliz

SE O RANCHO TIVESSE FICADO COM O GRUPO DANÇANDO TODOS DA MESMA FORMA , PODERIA SER TANTO A HARMONIA DOS RICOS QUANTO OS POBRES, ELES GANHARIAM PORQUE A HARMONIA DELES É MUITO BOA, O QUE NÃO JUSTIFICA A COMISSÃO ACEITAR DOIS TEMPOS DIFERENTES, DIGO ISSO, PORQUE NÃO PODERIA NEM QUE O RANCHO QUIZESSE FAZER OS PATRÕES DANÇAREM JUNTO COM SEUS EMPREGADOS UMA QUEROMANA, MESMO QUE EM ESTILOS DIFERENTES OS GRANDES SENHORES JAMAIS ACEITARIAM QUE SEUS EMPREGADOS DANÇASSEM JUNTOS, POR ESTE MOTIVO NÃO CONCORDO COM A COMISSÃO QUE PASSOU A MÃO POR CIMA DE TUDO QUE LEVAMOS EM CONSIDERAÇÃO DE REGRAS DO MTG, MAIS TEM UMA COISA, PARA ALGUEM DO MTG, FOI PASSADO ESTA PROPOSTA E TENHO CERTEZA QUE FOI AUTORIZADA E APROVADA POR ALGUEM , O INSTRUTOR DELES TEM CANCHA E NÃO IRIA LARGAR O GRUPO NO ENART DANÇANDO ASSIM SEM SABER O QUE ESTAVA FAZENDO.

PARA MIN FICARIA TRANQUILAMENTE
1° UNIÃO GAUCHA
2° ALDEIA
3°TIARAJU
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Lá de fora



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qui Nov 24, 2011 4:39 pm

JÁ ESTAMOS ENSAIANDO PARA O ANO QUE VEM VAMOS COLOCAR 12 HARMONIA NA SALA, SE DUAS PODE 12 TAMBÉM PODE VAMOS MISTURAR TUDO, TIPO VACARIA, JUNTAR PATRÕES EMPREGADOS, INIMIGOS, ESCRAVOS E MAIS UM BANDO DE GENTE AFINAL:

"SOMOS TODOS IGUAIS, SOMOS TODOS GAÚCHOS DESSE MEU RIO GRANDE!!!!"

QUERO SÓ VER NO QUE ISSO VAI DAR... E VÃO TER QUE ACEITAR...
PARA QUE NÃO FIQUE ESCANCARADO O PROTECIONISMO QUE ACONTECEU ESTE ANO.

QUANTO VALE UM TÍTULO DO ENART??? EU QUERO TRÊS... HEHEHEHE
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maluketemendez



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qui Nov 24, 2011 5:21 pm

Lá de fora escreveu:
JÁ ESTAMOS ENSAIANDO PARA O ANO QUE VEM VAMOS COLOCAR 12 HARMONIA NA SALA, SE DUAS PODE 12 TAMBÉM PODE VAMOS MISTURAR TUDO, TIPO VACARIA, JUNTAR PATRÕES EMPREGADOS, INIMIGOS, ESCRAVOS E MAIS UM BANDO DE GENTE AFINAL:

"SOMOS TODOS IGUAIS, SOMOS TODOS GAÚCHOS DESSE MEU RIO GRANDE!!!!"

QUERO SÓ VER NO QUE ISSO VAI DAR... E VÃO TER QUE ACEITAR...
PARA QUE NÃO FIQUE ESCANCARADO O PROTECIONISMO QUE ACONTECEU ESTE ANO.

QUANTO VALE UM TÍTULO DO ENART??? EU QUERO TRÊS... HEHEHEHE
]


TU NÃO TEM CAPACIDADE DISSO NEM CORAGEM...TERIA QUE ESTUDAR MUITO PARA UMA PROPOSTA PARECIDA E COM ESSA MENTALIDADE, ESQUECE...NÃO VAIS MUITO LONGE!!!

TCHE...UMA HARMONIA SÓ NO TEU GRUPO, JA DEVE SER DIFICIL, IMAGINA 12....

ME APARECE CADA UM....HAHAHAHAHAHA....
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Tainha



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qui Nov 24, 2011 6:40 pm

Boa noite!

Retorno ao espaço porque meu comentário anterior rendeu algumas manifestações, tanto no e-mail que utilizei para me cadastrar quanto no próprio fórum.

Em relação aos que se manifestaram com cordialidade e respeito, agradeço pelas ideias - diga-se de passagem, inteligentíssimas – ainda que contrárias as minhas, pois somente vieram a engrandecer o debate.

Por outro lado, não gosto de responder comentários, mas às vezes a tentação é mais poderosa que o bom senso.

Verdade que a maioria dos foristas são inteligentes, mas alguns confirmam o que sempre digo: que o maior problema no meio da dança gaúcha não é o desconhecimento, a comissão avaliadora ou a política: é a defesa demasiada dos próprios interesses; culminando com xingamentos e ofensas a outros grupos ou pessoas.

Claro, o dançarino ou o torcedor apaixonado de um grupo não têm de entender nada, nem têm que ponderar nada. O dançarino e o torcedor são passionais, se irritam facilmente. Podem também ser irritantes ou injustos, e o crítico tem que ouvir ou ler, e calar.

Mas às vezes, o que não é raro, é preciso falar.

O caso CTG Rancho da Saudade 2011, por exemplo. Contei que não sou torcedor deste grupo e, tampouco, admirador. Portanto, nunca tive a intenção em participar deste CTG, embora o respeite como entidade e campeão do ENART. Me contento em ser ex-dançarino de um grupo que jamais ganhou o festival, pois neste vivi meus melhores momentos dentro da dança gaúcha, e como ainda admiro o trabalho realizado pelas pessoas neste grupo, nunca me passou pela cabeça participar de outro CTG.

No texto anteriormente publicado, apontei pontos controvertidos entre a história e o tema do CTG Rancho da Saudade e, ainda, conceitos de danças para que pudéssemos entender melhor o motivo pelo qual ganharam o título. Por óbvio, esse texto não está ao nível de um Machado de Assis, Neruda ou Dostoiévski, mas está, na minha humilde opinião, inteligível e responsável, o que não se coaduna com “patético” ou “idiota”, termos que muitos utilizaram para identificá-lo.

Eu, com meus dois neurônios (o tico e o teco - desde que não estejam trabalhando em turno de revezamento -), contraponho um texto “idiota” e “patético” com meia dúzia de palavras, e não com termos pejorativos e atacando o seu escritor, ainda mais quando não sei quem é este.

As pessoas que assim o fazem, o fazem por dois motivos: ou perceberam alguma verdade no texto e não tem palavras para contestar ou ficaram ofendidos por ver seu desconhecimento estampado naquelas palavras. Do contrário, nesses comentários está uma opinião ideológica, rançosa e de uma elite vitoriosa.

Alguns achavam, realmente, que ninguém iria se insurgir contra um tema polêmico e a falta de isonomia no tratamento entre grupos!?

Perdoai. Eles não sabem o que escrevem!

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Tche Gaundencio



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Qui Nov 24, 2011 7:31 pm

Tainha escreveu:
Boa noite!

Retorno ao espaço porque meu comentário anterior rendeu algumas manifestações, tanto no e-mail que utilizei para me cadastrar quanto no próprio fórum.

Em relação aos que se manifestaram com cordialidade e respeito, agradeço pelas ideias - diga-se de passagem, inteligentíssimas – ainda que contrárias as minhas, pois somente vieram a engrandecer o debate.

Por outro lado, não gosto de responder comentários, mas às vezes a tentação é mais poderosa que o bom senso.

Verdade que a maioria dos foristas são inteligentes, mas alguns confirmam o que sempre digo: que o maior problema no meio da dança gaúcha não é o desconhecimento, a comissão avaliadora ou a política: é a defesa demasiada dos próprios interesses; culminando com xingamentos e ofensas a outros grupos ou pessoas.

Claro, o dançarino ou o torcedor apaixonado de um grupo não têm de entender nada, nem têm que ponderar nada. O dançarino e o torcedor são passionais, se irritam facilmente. Podem também ser irritantes ou injustos, e o crítico tem que ouvir ou ler, e calar.

Mas às vezes, o que não é raro, é preciso falar.

O caso CTG Rancho da Saudade 2011, por exemplo. Contei que não sou torcedor deste grupo e, tampouco, admirador. Portanto, nunca tive a intenção em participar deste CTG, embora o respeite como entidade e campeão do ENART. Me contento em ser ex-dançarino de um grupo que jamais ganhou o festival, pois neste vivi meus melhores momentos dentro da dança gaúcha, e como ainda admiro o trabalho realizado pelas pessoas neste grupo, nunca me passou pela cabeça participar de outro CTG.

No texto anteriormente publicado, apontei pontos controvertidos entre a história e o tema do CTG Rancho da Saudade e, ainda, conceitos de danças para que pudéssemos entender melhor o motivo pelo qual ganharam o título. Por óbvio, esse texto não está ao nível de um Machado de Assis, Neruda ou Dostoiévski, mas está, na minha humilde opinião, inteligível e responsável, o que não se coaduna com “patético” ou “idiota”, termos que muitos utilizaram para identificá-lo.

Eu, com meus dois neurônios (o tico e o teco - desde que não estejam trabalhando em turno de revezamento -), contraponho um texto “idiota” e “patético” com meia dúzia de palavras, e não com termos pejorativos e atacando o seu escritor, ainda mais quando não sei quem é este.

As pessoas que assim o fazem, o fazem por dois motivos: ou perceberam alguma verdade no texto e não tem palavras para contestar ou ficaram ofendidos por ver seu desconhecimento estampado naquelas palavras. Do contrário, nesses comentários está uma opinião ideológica, rançosa e de uma elite vitoriosa.

Alguns achavam, realmente, que ninguém iria se insurgir contra um tema polêmico e a falta de isonomia no tratamento entre grupos!?

Perdoai. Eles não sabem o que escrevem!


Concordo com TODOS teus comentários.... bem que a Sabrina flores podia aprender e escrever assim e deixar de ser cavalinho de carroça: que só olha pra frente e mais nada... nao respeita e não consegue ver uma posição diferente da dela!

Agora é só aguardar a resposta dela(E).

Segue o mate!
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Gaúcho Sisudo



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Sex Nov 25, 2011 11:25 am

Tainha escreveu:
Boa noite!

Retorno ao espaço porque meu comentário anterior rendeu algumas manifestações, tanto no e-mail que utilizei para me cadastrar quanto no próprio fórum.

Em relação aos que se manifestaram com cordialidade e respeito, agradeço pelas ideias - diga-se de passagem, inteligentíssimas – ainda que contrárias as minhas, pois somente vieram a engrandecer o debate.

Por outro lado, não gosto de responder comentários, mas às vezes a tentação é mais poderosa que o bom senso.

Verdade que a maioria dos foristas são inteligentes, mas alguns confirmam o que sempre digo: que o maior problema no meio da dança gaúcha não é o desconhecimento, a comissão avaliadora ou a política: é a defesa demasiada dos próprios interesses; culminando com xingamentos e ofensas a outros grupos ou pessoas.

Claro, o dançarino ou o torcedor apaixonado de um grupo não têm de entender nada, nem têm que ponderar nada. O dançarino e o torcedor são passionais, se irritam facilmente. Podem também ser irritantes ou injustos, e o crítico tem que ouvir ou ler, e calar.

Mas às vezes, o que não é raro, é preciso falar.

O caso CTG Rancho da Saudade 2011, por exemplo. Contei que não sou torcedor deste grupo e, tampouco, admirador. Portanto, nunca tive a intenção em participar deste CTG, embora o respeite como entidade e campeão do ENART. Me contento em ser ex-dançarino de um grupo que jamais ganhou o festival, pois neste vivi meus melhores momentos dentro da dança gaúcha, e como ainda admiro o trabalho realizado pelas pessoas neste grupo, nunca me passou pela cabeça participar de outro CTG.

No texto anteriormente publicado, apontei pontos controvertidos entre a história e o tema do CTG Rancho da Saudade e, ainda, conceitos de danças para que pudéssemos entender melhor o motivo pelo qual ganharam o título. Por óbvio, esse texto não está ao nível de um Machado de Assis, Neruda ou Dostoiévski, mas está, na minha humilde opinião, inteligível e responsável, o que não se coaduna com “patético” ou “idiota”, termos que muitos utilizaram para identificá-lo.

Eu, com meus dois neurônios (o tico e o teco - desde que não estejam trabalhando em turno de revezamento -), contraponho um texto “idiota” e “patético” com meia dúzia de palavras, e não com termos pejorativos e atacando o seu escritor, ainda mais quando não sei quem é este.

As pessoas que assim o fazem, o fazem por dois motivos: ou perceberam alguma verdade no texto e não tem palavras para contestar ou ficaram ofendidos por ver seu desconhecimento estampado naquelas palavras. Do contrário, nesses comentários está uma opinião ideológica, rançosa e de uma elite vitoriosa.

Alguns achavam, realmente, que ninguém iria se insurgir contra um tema polêmico e a falta de isonomia no tratamento entre grupos!?

Perdoai. Eles não sabem o que escrevem!


Eu sou um grande admirador do festival e consequentemente de grande parte dos grupos que deste participa. E nesse momento com teus poucos comentários posso afirmar que sou teu fã! Não por criticar o Rancho - grupo que eu tenho certa simpatia -, mas por expor argumentos fundados além de uma escrita e educação impecável. Com toda a certeza entrarei em contato com teu e-mail para discutir idéias com argumentos fundados. É de pessoas como você que esse movimento necessita. Parabéns!

Gaúcho Sisudo teu fã!
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Coração tricolor



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Idade : 26

MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Sex Nov 25, 2011 11:30 am

Tainha escreveu:
Boa noite!

Retorno ao espaço porque meu comentário anterior rendeu algumas manifestações, tanto no e-mail que utilizei para me cadastrar quanto no próprio fórum.

Em relação aos que se manifestaram com cordialidade e respeito, agradeço pelas ideias - diga-se de passagem, inteligentíssimas – ainda que contrárias as minhas, pois somente vieram a engrandecer o debate.

Por outro lado, não gosto de responder comentários, mas às vezes a tentação é mais poderosa que o bom senso.

Verdade que a maioria dos foristas são inteligentes, mas alguns confirmam o que sempre digo: que o maior problema no meio da dança gaúcha não é o desconhecimento, a comissão avaliadora ou a política: é a defesa demasiada dos próprios interesses; culminando com xingamentos e ofensas a outros grupos ou pessoas.

Claro, o dançarino ou o torcedor apaixonado de um grupo não têm de entender nada, nem têm que ponderar nada. O dançarino e o torcedor são passionais, se irritam facilmente. Podem também ser irritantes ou injustos, e o crítico tem que ouvir ou ler, e calar.

Mas às vezes, o que não é raro, é preciso falar.

O caso CTG Rancho da Saudade 2011, por exemplo. Contei que não sou torcedor deste grupo e, tampouco, admirador. Portanto, nunca tive a intenção em participar deste CTG, embora o respeite como entidade e campeão do ENART. Me contento em ser ex-dançarino de um grupo que jamais ganhou o festival, pois neste vivi meus melhores momentos dentro da dança gaúcha, e como ainda admiro o trabalho realizado pelas pessoas neste grupo, nunca me passou pela cabeça participar de outro CTG.

No texto anteriormente publicado, apontei pontos controvertidos entre a história e o tema do CTG Rancho da Saudade e, ainda, conceitos de danças para que pudéssemos entender melhor o motivo pelo qual ganharam o título. Por óbvio, esse texto não está ao nível de um Machado de Assis, Neruda ou Dostoiévski, mas está, na minha humilde opinião, inteligível e responsável, o que não se coaduna com “patético” ou “idiota”, termos que muitos utilizaram para identificá-lo.

Eu, com meus dois neurônios (o tico e o teco - desde que não estejam trabalhando em turno de revezamento -), contraponho um texto “idiota” e “patético” com meia dúzia de palavras, e não com termos pejorativos e atacando o seu escritor, ainda mais quando não sei quem é este.

As pessoas que assim o fazem, o fazem por dois motivos: ou perceberam alguma verdade no texto e não tem palavras para contestar ou ficaram ofendidos por ver seu desconhecimento estampado naquelas palavras. Do contrário, nesses comentários está uma opinião ideológica, rançosa e de uma elite vitoriosa.

Alguns achavam, realmente, que ninguém iria se insurgir contra um tema polêmico e a falta de isonomia no tratamento entre grupos!?

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Certamente quando os posts se nivelam desta forma, todos nós temos muito a ganhar e aprender. Como vamos mudar as regras se não conseguimos manter uma linguagem limpa e de forma a nos entender uns com os outros?
Este é o espírito, se quisermos realmente salvar o tradicionalismo temos NÓS que não estamos satisfeitos fazer alguma coisa. Não dá pra deixar mais na mão deles ou vamos acabar fechando as portas do nosso ENART por falta de competidores e por descrédito destes mesmo em relação a direção do Movimento.

Bom final de semana a todos
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El Douradon



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Sex Nov 25, 2011 11:53 am

Tainha escreveu:
Boa noite!

Retorno ao espaço porque meu comentário anterior rendeu algumas manifestações, tanto no e-mail que utilizei para me cadastrar quanto no próprio fórum.

Em relação aos que se manifestaram com cordialidade e respeito, agradeço pelas ideias - diga-se de passagem, inteligentíssimas – ainda que contrárias as minhas, pois somente vieram a engrandecer o debate.

Por outro lado, não gosto de responder comentários, mas às vezes a tentação é mais poderosa que o bom senso.

Verdade que a maioria dos foristas são inteligentes, mas alguns confirmam o que sempre digo: que o maior problema no meio da dança gaúcha não é o desconhecimento, a comissão avaliadora ou a política: é a defesa demasiada dos próprios interesses; culminando com xingamentos e ofensas a outros grupos ou pessoas.

Claro, o dançarino ou o torcedor apaixonado de um grupo não têm de entender nada, nem têm que ponderar nada. O dançarino e o torcedor são passionais, se irritam facilmente. Podem também ser irritantes ou injustos, e o crítico tem que ouvir ou ler, e calar.

Mas às vezes, o que não é raro, é preciso falar.

O caso CTG Rancho da Saudade 2011, por exemplo. Contei que não sou torcedor deste grupo e, tampouco, admirador. Portanto, nunca tive a intenção em participar deste CTG, embora o respeite como entidade e campeão do ENART. Me contento em ser ex-dançarino de um grupo que jamais ganhou o festival, pois neste vivi meus melhores momentos dentro da dança gaúcha, e como ainda admiro o trabalho realizado pelas pessoas neste grupo, nunca me passou pela cabeça participar de outro CTG.

No texto anteriormente publicado, apontei pontos controvertidos entre a história e o tema do CTG Rancho da Saudade e, ainda, conceitos de danças para que pudéssemos entender melhor o motivo pelo qual ganharam o título. Por óbvio, esse texto não está ao nível de um Machado de Assis, Neruda ou Dostoiévski, mas está, na minha humilde opinião, inteligível e responsável, o que não se coaduna com “patético” ou “idiota”, termos que muitos utilizaram para identificá-lo.

Eu, com meus dois neurônios (o tico e o teco - desde que não estejam trabalhando em turno de revezamento -), contraponho um texto “idiota” e “patético” com meia dúzia de palavras, e não com termos pejorativos e atacando o seu escritor, ainda mais quando não sei quem é este.

As pessoas que assim o fazem, o fazem por dois motivos: ou perceberam alguma verdade no texto e não tem palavras para contestar ou ficaram ofendidos por ver seu desconhecimento estampado naquelas palavras. Do contrário, nesses comentários está uma opinião ideológica, rançosa e de uma elite vitoriosa.

Alguns achavam, realmente, que ninguém iria se insurgir contra um tema polêmico e a falta de isonomia no tratamento entre grupos!?

Perdoai. Eles não sabem o que escrevem!


Eis que surge no meio na lama uma pessoa que demonstra um ótimo senso crítico, que é claramente inteligente e sabe do que fala. Explana bem suas ideias, com bons argumentos e respeito....
PARABÉNS GAÚCHO!
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EikeBandidah



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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Sex Nov 25, 2011 12:41 pm

El Douradon escreveu:
Tainha escreveu:
Boa noite!

Retorno ao espaço porque meu comentário anterior rendeu algumas manifestações, tanto no e-mail que utilizei para me cadastrar quanto no próprio fórum.

Em relação aos que se manifestaram com cordialidade e respeito, agradeço pelas ideias - diga-se de passagem, inteligentíssimas – ainda que contrárias as minhas, pois somente vieram a engrandecer o debate.

Por outro lado, não gosto de responder comentários, mas às vezes a tentação é mais poderosa que o bom senso.

Verdade que a maioria dos foristas são inteligentes, mas alguns confirmam o que sempre digo: que o maior problema no meio da dança gaúcha não é o desconhecimento, a comissão avaliadora ou a política: é a defesa demasiada dos próprios interesses; culminando com xingamentos e ofensas a outros grupos ou pessoas.

Claro, o dançarino ou o torcedor apaixonado de um grupo não têm de entender nada, nem têm que ponderar nada. O dançarino e o torcedor são passionais, se irritam facilmente. Podem também ser irritantes ou injustos, e o crítico tem que ouvir ou ler, e calar.

Mas às vezes, o que não é raro, é preciso falar.

O caso CTG Rancho da Saudade 2011, por exemplo. Contei que não sou torcedor deste grupo e, tampouco, admirador. Portanto, nunca tive a intenção em participar deste CTG, embora o respeite como entidade e campeão do ENART. Me contento em ser ex-dançarino de um grupo que jamais ganhou o festival, pois neste vivi meus melhores momentos dentro da dança gaúcha, e como ainda admiro o trabalho realizado pelas pessoas neste grupo, nunca me passou pela cabeça participar de outro CTG.

No texto anteriormente publicado, apontei pontos controvertidos entre a história e o tema do CTG Rancho da Saudade e, ainda, conceitos de danças para que pudéssemos entender melhor o motivo pelo qual ganharam o título. Por óbvio, esse texto não está ao nível de um Machado de Assis, Neruda ou Dostoiévski, mas está, na minha humilde opinião, inteligível e responsável, o que não se coaduna com “patético” ou “idiota”, termos que muitos utilizaram para identificá-lo.

Eu, com meus dois neurônios (o tico e o teco - desde que não estejam trabalhando em turno de revezamento -), contraponho um texto “idiota” e “patético” com meia dúzia de palavras, e não com termos pejorativos e atacando o seu escritor, ainda mais quando não sei quem é este.

As pessoas que assim o fazem, o fazem por dois motivos: ou perceberam alguma verdade no texto e não tem palavras para contestar ou ficaram ofendidos por ver seu desconhecimento estampado naquelas palavras. Do contrário, nesses comentários está uma opinião ideológica, rançosa e de uma elite vitoriosa.

Alguns achavam, realmente, que ninguém iria se insurgir contra um tema polêmico e a falta de isonomia no tratamento entre grupos!?

Perdoai. Eles não sabem o que escrevem!


Eis que surge no meio na lama uma pessoa que demonstra um ótimo senso crítico, que é claramente inteligente e sabe do que fala. Explana bem suas ideias, com bons argumentos e respeito....
PARABÉNS GAÚCHO!

Mimimimimimimimimimimimimimimimi!
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MensagemAssunto: Re: Resultado Final Enart 2011 Danças Tradicionais e Coreografias    Hoje à(s) 9:52 pm

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